Tenho observado pessoas que conheço, algumas que convivo. Não há como não me comparar a elas. Lembro-me que desde nova, instaurei algumas regras, que talvez não sejam regras, venham da minha personalidade e de meus valores. Nunca tive preconceito a nenhum tipo de pessoa, apenas determino de acordo com meus princípios se devo ou não, me misturar com elas. Li em algum blog, durante minhas longas caminhadas internéticas noturnas, que o ser humano sente necessidade de estar no meio de sua tribo, o que acredito significar conviver, trocar idéias e nos relacionarmos com pessoas de alguma forma parecidas com a gente. Eu concordo.
Estou sozinha no momento, ou, disponível, caso queiram chamar. É carnaval, a maioria dos meus amigos estão em praias, sítios, chácaras e nessa hora, considero válido a mistura de tribos por opção, ou por falta dela. Eu estou em casa. Ao ser questionada sobre o motivo, respondi que estou numa fase introspectiva. Confesso que fui forçada a isso. Todos sabem da minha loucura por carnaval, mas essa fase é uma fase só minha onde estou arcando com as conseqüências de vários malefícios que eu mesma me causei. Acho que só agora, depois de todos esses dias falando comigo mesma, cheguei a conclusões certas, ou, viáveis. Sempre priorizei o amor. Já sofri muito por ele, quebrei muito a cara, mas tudo isso serviu para aprender a senti-lo de forma suave. Outra pessoa no meu lugar talvez estivesse nesse exato momento jurando nunca mais amar, nunca mais acreditar, construir, ou qualquer outra coisa nesse sentido, principalmente se sentisse minha última experiência. Mas a Klicia, não. Ela não é do tipo que generaliza. Ela aprendeu que existem N tipos de pessoas e que ao invés de sofrer mais um pouquinho tentando validar seus esforços, vale mais a pena trocar a peça do jogo. E foi isso que fiz. A partir de hoje, sai a peça estragada. Aquela que nada comove, nada precisa e nada cede. A jogadora continua (sempre)...
O que fazer então? Colocar logo uma peça no lugar pra não dar tempo de fazer falta e não atrapalhar a próxima jogada? O bom jogador não precisa das melhores peças no tabuleiro, ou melhores cartas nas mãos. Ele comanda o jogo com as que têm (e quem disse que a peça descartada era a melhor?).
Vejo pessoas se desesperando, atropelando o tempo, calando valores, esquecendo reais objetivos. Vejo cada dia mais, pessoas que admirava, se mostrando comuns e completamente vulneráveis a qualquer forma de demonstração de afeto. Onde está o foco? Qual o motivo do desespero? Por que o medo de ficar por algum tempo, sozinho?
Estou muito chocada e meio perplexa com alguns erros que cometi e com o tempo que perdi insistindo em algo inviável. Mas sinto-me zonza ao perceber que alguns amigos estão realmente perdendo um pouco de suas essências. Essências essas que, através de meus valores, tentei acrescentar um pouquinho a cada ano, cada experiência vivida juntos, cada tombo e cada conquista. Sinto-me desnecessária e ao mesmo tempo, usurpada considerando o tempo que perdi, as palavras que gastei, as brigas que comprei. Tudo, desnecessário!!!
Não sou a melhor pessoa pra falar de valores, mas sinto-me uma das melhores para reconhecer que estou errando e prontificar-me a mudar de atitude. Mas vejo claramente que me importo demais com pessoas que passam a vida esperando, deixando “rolar”, aceitando tudo o que vem de bom ou ruim. Pessoas que vivem do “tanto faz”. Nessas horas percebo que um tanto faz nunca irá me acrescentar nada e vivo minha vida buscando sempre por “algo a mais”. Se você não tiver no mínimo o intuito de colaborar para meu crescimento, mesmo que seja com suas frustrações, não pode fazer parte da minha tribo. Frustração, baseado em minhas experiências quer dizer que tentamos de várias formas atingir algum objetivo e não conseguimos. O tentar, o acreditar, o buscar, o “não parar”, certamente te trará pra perto de mim.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)

